EXERCÍCIO E SUOR

Durante a prática de atividades físicas ficamos expostos a diversos fatores que influenciam a perda de líquidos. Dentre estes fatores podemos citar: duração e intensidade do exercício, temperatura ambiente e tipo de vestimenta/equipamento utilizado durante o exercício. O caráter da atividade, competitiva ou recreativa, bem como o tipo do exercício, também exercem influência na sudorese.

Além desses fatores externos existem ainda alguns fatores internos, como peso, predisposição genética, aclimatação ao calor, eficiência biomecânica (quanto maior a eficiência, menor a geração de calor) e eficiência fisiológica (maior dissipação do calor) que determinarão a perda total de suor para uma determinada atividade.

Por conta disso existe grande variabilidade nas taxas de perda de suor, para uma mesma atividade física, praticada por indivíduos diferentes, ou para diferentes exercícios praticados pelo mesmo indivíduo.

As perdas de eletrólitos através da sudorese dependem do total de suor perdido e da concentração destes eletrólitos no suor.

De acordo com o posicionamento do colégio americano de medicina esportiva (ACSM-2007) a concentração de sódio perdido pelo suor depende da predisposição genética, da dieta, da taxa de sudorese e do estado de aclimatação do indivíduo, e varia entre 10 e 70 mEq/L (média de 35mEq/L). Ainda de acordo com o ACSM, as concentrações dos demais eletrólitos são menores, com potássio variando entre 3 e 15 mEq/L (média 5 mEq/L);  cloreto variando entre 5 e 60 mEq/L (média 30mEq/L), cálcio entre 0,3 e 2 mEq/L (média 1 mEq/L) e magnésio entre 0,2 e 1,5 (média 0,8 mEq/L).

De acordo com trabalhos encontrados na literatura, variáveis como sexo, idade ou estágio de maturação não parecem ter influência sobre a concentração de eletrólitos do suor.

Por outro lado, a desidratação promove o aumento das concentrações de sódio e cloreto perdidos no suor, uma vez que a capacidade que as glândulas sudoríparas possuem de reabsorção de sódio e cloreto não aumenta proporcionalmente à taxa de sudorese. Como consequência, tem-se o aumento das concentrações desses eletrólitos, junto com o aumento da taxa de sudorese.

O processo de aclimatação ao calor age justamente nesse mecanismo, aumentando a capacidade de reabsorção de sódio e cloreto pelas glândulas sudoríparas.

Colaboração: Dra Gerseli Angeli

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